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PORQUE DEUS QUER SANTIFICAÇÃO?



Porque Sem Santificação Ninguém Verá o Senhor

Santificação:

Ser santo é estar separado do pecado e consagrado a Deus. É Ficar Perto de Deus, ser semelhante a ele, e, de todo coração, buscar sua presença, sua justiça e a sua comunhão.
Acima de todas as coisas, a santidade é a prioridade de Deus para os seus seguidores. (Ef 4.21-24).

1-        A santidade foi o propósito de Deus para seu povo quando ele planejou sua salvação em Cristo. (Ef 1.4).

2-       A santidade foi o propósito de Cristo para seu povo quando ele veio a esta terra. (Mt 1.21 ;1Co 1.2,30).

3-     A santidade foi o propósito de Cristo para seu povo quando ele se entregou por eles na cruz. (Ef 5.25-27).

4-        A santidade é o propósito de Deus, ao fazer de nós novas criaturas e nos conceder o Espírito Santo. (Rm 8.2-15 ; Gl 5.16-25 , Ef 2.10).

5-       Sem santidade, ninguém poderá ser útil a Deus. (2 Tm 2.20,21).

6-     Sem santidade, ninguém terá intimidade nem comunhão com Deus. (Sl 15.1,2).

7-      Sem santidade, ninguém verá o Senhor. (Hb 12.14 ; Mt 5.8).


A palavra santificação vem do termo grego “hagiazo” e significa separar do profano para o sagrado. É um princípio divino que cada crente deve seguir e alcançar, pois a Bíblia está repleta de passagens que nos ordenam a buscar continuamente esta ação de Deus em nossas vidas:

“ Segui a paz com todos, e a santificação; sem a santificação ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

“Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santificação no temor de Deus” (2Co 7.1).

“Pois está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16).

Alguns acham que santos foram somente aquelas pessoas que, nos tempos antigos, viveram em conventos, enclausurados, isolados em montanhas e locais desérticos, separados da sociedade ou longe do convívio com outras pessoas. A realidade bíblia, porém, é outra totalmente diferente, pois somos exortados a buscar a santificação continuamente. Se a Bíblia nos ordena à santificação, logo entendemos que se trata de algo disponível também às nossas vidas.

A origem e o início da santidade

A santidade é um dos atributos do Deus Todo-Poderoso. A santidade tem origem no ser divino e eterno do Senhor Deus. A Bíblia nos informa que Deus é absoluto em santidade:

“Ó Senhor, que é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, terrível em louvores, operando maravilhas?” (Ex 15.11).

“E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3).

“Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos. Não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir” (Ap 4.8).

“Quem não te temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo. Todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, pois os teus juízos são manifestos” (Ap 15.4).

O início da santidade em nossas vidas vem do próprio Deus, por meio de Jesus Cristo:

“E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta” (Hb 13.12).

A palavra de Deus é também um agente purificador em nossas vidas:

“Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

“Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, a fim de apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.26,27).

O progresso em santificação

O primeiro momento de santificação em nossa vida acontece no instante da nossa conversão ao Senhor Jesus Cristo, como está escrito:

“Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo” (2Co 5.17).

O passar das coisas velhas, no texto paulino, significa a nossa libertação por meio de Jesus Cristo. Os nossos antigos pecados ficam para trás e passamos a andar em novidade de vida. Porém esse é apenas o início da vida de santificação do crente. O texto áureo sobre santificação nos elucida muito bem este princípio doutrinário:

“Segui a paz com todos, e a santificação; sem a santificação ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

Seguir a santificação significa, em outras palavras, continuar a santificação de todo o nosso ser. O momento inicial de santificação, quando nos convertemos a Cristo, pode ser chamado de “santificação imediata”; o seguir a santificação, por sua vez, pode ser denominado “santificação progressiva”, pois pouco a pouco vamos sendo aperfeiçoados no caminho do Senhor.

Alguns dos outros textos que reforçam a necessidade da santificação progressiva em nossas vidas são os seguintes:

“Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois assim como oferecestes os vossos membros à escravidão da impureza e da iniqüidade, para a iniqüidade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para a santificação. Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação, e por fim, a vida eterna” (Rm 6.19,22).

“[...] Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso entendimento; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.22,23).

A SANTIFICAÇÃO DO CORPO, DA ALMA E DO ESPÍRITO

O homem, de acordo com o ensino bíblico, é formado por três partes distintas, sendo assim um ser tricotômico constituído pelo corpo físico, a alma e o espírito. Por esta razão, é cabível ao homem santificar as três partes distintas que o constituem:

“O mesmo Deus de paz vos santifique completamente. E todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.23).

A santificação do corpo

O nosso corpo é a parte tangível ao natural. Deus criou o corpo humano com um propósito especial, diferentemente de todos os outros seres criados. O nosso corpo, segundo o que ensina a palavra de Deus, foi criado para a habitação de Deus em nós:


“Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co 3.16).

“Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o nosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus? Não sois de vós mesmos” (1Co 6.18.19).

“E nele também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito” (Ef 2.22).

Como pode um Deus puro e santo, habitar em um tabernáculo imundo? A santidade de Deus não comunga nem jamais comungará com a profanação e a impureza. Por isso mesmo a Bíblia nos exorta a santificarmos o nosso corpo:


“Esta é a vontade de Deus para a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra; não no desejo da lascívia, como os gentios, que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém oprima ou engane a seu irmão. O Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santificação” (1Ts 4.3-7).

As atitudes que tomamos através do nosso corpo também são pesadas na balança de Deus, e todo o nosso proceder, incluindo o nosso modo de nos vestirmos, falar e tratarmos o nosso próximo:

“Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; pois está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.15,16).

A santificação da alma

A alma é a sede da vontade, dos sentimentos e das emoções. Se os nossos sentimentos, nossas vontades e nossas emoções forem puros, conseqüentemente, as nossas ações também serão puras. Esta é a razão pela qual a Bíblia nos exorta a santificação da nossa alma. Os nossos sentimentos, nossas vontades e nossas emoções devem ser controlados de forma a não prejudicarmos a nossa vida diante de Deus:

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.7,8).

“Sejam agradáveis as palavras da minha boca, e a meditação do meu coração perante a tua face, ó Senhor, Rocha minha e Redentor meu!” (Sl 19.14).

A santificação do espírito

É com o espírito que o homem se relaciona com Deus. Antes de nos convertermos a Cristo, vivemos numa incômoda e triste situação, num estado mortal, segundo as Escrituras:

“Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nas regiões celestiais, em Cristo Jesus” (Ef 2.1,2,5).

Este estado de imortalidade acontece em nosso espírito. Antes de nos encontrarmos com o nosso salvador, o nosso espírito permanece morto, e então, ficamos impossibilitados de nos relacionarmos com o nosso Criador.

Nosso espírito permanece morto, antes do nosso escontro com Jesus, por causa do pecado. A Bíblia diz que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Se não nos afastarmos do pecado, estaremos expondo o nosso espírito a perigos drásticos, o que as Escrituras não recomendam. O conselho precioso de Deus quanto ao nosso espírito é que o mesmo seja também santificado:

“Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santificação no temor de Deus” (2Co 7.1).

CONCLUSÃO                            

Aquilo que a palavra nos ensina acerca da santidade deve ser cumprido com muito temor de Deus e muita dedicação. “Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santificação” (1Ts 4.7).

Aplicações em nossa Sociedade

Vivemos num mundo que tem sido manchado, por milhares de anos, pelo pecado. Estamos rodeados por violência, mentiras, pornografia, desonestidade e falsa religião. Deus não pretende que nos isolemos deste mundo (João 17:14-21), mas que fujamos dos seus pecados (1 Timóteo 6:11) e brilhemos como luzes num mundo de trevas (Mateus 5:14-16). Nunca foi fácil viver como povo santificado num mundo de corrupção e injustiça, mas é possível. Jesus provou isso durante uma vida de pureza sem pecado. É nossa responsabilidade seguir seus passos:

"Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca" (1 Pedro 2:21-22).
Deus ainda quer um povo santo, e providenciou, através de Cristo, o meio de purificar os pecadores para servirem-no. Os cristãos são o povo santo de Deus (1 Pedro 2:5,9). Aqueles que se dizem ser seguidores de Jesus deverão conduzir-se como um povo santificado e purificado da impureza do mundo.

 Agradar a Deus é simples porém não fácil, mas vale a pena, e como vale. Jesus sempre nos disse que para segui-lo não seria fácil, pois exige essa renuncia de nossos desejos e vontades da nossa natureza carnal, todavia somente estando no centro da vontade de Deus e o obedecendo constantemente podemos ser livres do pecado e de sua natureza que é a própria morte (Rom 6 . 16), então vamos dar uma super resumida aqui : Sem a santidade é impossível termos o crescimento espiritual, pois nos inclinamos a carne e nos tornamos inimigos de Deus, muito menos agradarmos a Cristo, pois como ele mesmo disse em João 14. 21 : ” Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. Medite e reflita sobre essa mensagem e peça o entendimento ao Espírito Santo, e que Deus abençoe a todos em o nome de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo, Amém.

OBRAS DA CARNE E FRUTOS DO ESPÍRITO

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: caridade (amor), gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5.19-23

Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito.

OBRAS DA CARNE. 

“Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de Deus (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do Espírito Santo (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17). 

As obras da carne (5.19-21) incluem:

(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.

(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).

(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).

(4) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que Deus e sua Palavra (Cl 3.5).

(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23). 

(6) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas. 

(7) “Porfias” (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3). 

(8) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3). 

(9) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8). 

(10) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17). 

(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus (Rm 16.17). 

(12) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19). 

(13) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos. 

(14) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas. 

(15) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.
 
(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.
 
As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do 
reino de Deus, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9).

O FRUTO DO ESPÍRITO. 

Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14 nota; 8.14 nota; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9). 

O fruto do Espírito inclui: 

(1) “Caridade” (amor) (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14). 

(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14).

(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20). 

(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1). 

(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3). 

(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13). 

(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).

(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20). 

(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).

O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.


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